O ato egocêntrico de blogar

21.5.12


Esses tempos andei criando blogs até conseguir chegar minimamente ao que eu quero. Descobri que não ligo pra layout-bonitinho-feito-por-mim, apenas gosto de ter o blog minimamente apresentável. É, parece que voltei. Claro que, agora, com uma proposta um pouquinho diferente. As partes em itálico são observações aleatórias desta que vos fala, o que não significa nada de mais.

E, para abrir o blog, nada melhor do que um pouquinho de metalinguagem. Ando numa fase propensa à filosofia e a uma reflexão pelo menos minimamente profunda sobre as coisas ao meu redor. Então, se vou abrir um novo blog, como não blogar sobre o ato de blogar?

Só lembrando que não sou daquelas pessoas sérias e chatas que se acha dona da verdade, rs. Filosofia e pensamentos aleatórios são sempre pauta aberta para outras opiniões. Me incomodo com blogs de opinião hardcore, sacomé.

Blogar, é por si só, uma extensão de nosso ego. Afinal, qual minha motivação para divulgar na world wide web trechos de minha vida particular para espectadores que pouco provavelmente irei conhecer? É, senão, vontade de que aqueles fatos sejam comentados por pessoas alheias a meu cotidiano, de extender quem sou para além dos limites de meu próprio convívio.

Mas de onde surge essa vontade? Se for parar pra pensar, toda rede social tem como intuito documentar a vida do indíviduo de alguma maneira. As redes sociais do momento (Facebook, Twitter, Tumblr) tem todas uma filosofia blogueira por trás de tudo. Postar na timeline onde fui, com quem fui e como foi? Dizer em 140 caracteres o que deixo ou não de fazer/pensar? Reblogar coisas com as quais me identifico? Cara, todo mundo ama blogar, mesmo que fora de um blog. Penso se é inerente ao ser humano falar sobre si mesmo para o maior número de pessoas que conseguir.

Todo mundo tem seu lado ego. Uns mais do que outros, claro. E todos estamos numa infindável e insaciável busca pela compreensão alheia. Ou quase isso. A maior gratificação para alguns dentro de uma rede social ou de um blog é receber comentários, retweets, mentions, reblogs e likes. É descobrir a opinião alheia através da exposição.

Agora dá pra entender a filosofia por trás das ditas cujas atention whores. Elas querem ouvir palavras específicas (no caso, seus amiguinhos dizendo que são bonitas enquanto elas dizem que são feias). Por trás de cada duckface há um ser humano complexo em busca da compreensão de seu interior. Ou na busca de se reafirmar como fêmea reprodutora da espécie humana. Tudo isso por trás de um "like" e um comentário no facebook, quem diria...

Eu, como ser humano e como parte dessa massa que busca em um comentário maior compreensão de sua existência. Busco então, neste blog, um espaço para receber comentários que ajudem-me a me compreender, ou só uma palavrinha legal com pessoas igualmente legais (sim, eu puxo saco haha).

Bittersweet Jellyfish (que, apesar de se referir a uma água-viva, tem uma corujinha azul no layout) é então meu novo espaço de "discussões". Agora, um pouquinho menos rotineira e um pouquinho mais filosófica.

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