illustration: fab ciraolo

22.8.12

Ainda estou pensando se mantenho a freqüência de post mais ou menos semanal (do jeito que está) ou quinzenal, julgando pela quantidade de comentários do post anterior haha. Não estou sendo uma atention whore e pedindo desesperadamente por comentários! (re)Comecei o blog agora e não esperava mesmo muito movimento... Mas como quero que todo mundo tenha oportunidade de ler os post, talvez a freqüência quinzenal se adeque um pouco. Não sei, o que acham? (torço para que alguém responda...)

Estava vagando pelo tumblr e pelo we♥it, quando me deparo com um estilo muito interessante de ilustração. Eu, que amo colecionar imagens e pesquisar sobre artistas, me apaixonei pelo trabalho do Fab Ciraolo. Misturando muita cor, texturas de galáxias e flores, inspirado no visual hipster/moderno. Charles Chaplin, Dorothy de O Mágico de Oz, Edward Mãos de Tesoura.... Trajando camiseta de bandas como The Drums e Canser de Ser Sexy (CSS). Um trabalho lindo e super atual.





Quer ver mais de Fab Ciraolo? Acesse o seu blog, facebook ou twitter. Vale muito a pena. 

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been there, done that

13.8.12


Primeiro: alguém prende uma tal de Marina Diamandis pra mim? Essa mulher pegou minha vida para escrever as músicas do novo álbum dela (Electra Heart) sem pagar nada. E sempre tem uma para cada momento, acho que ela é vidente, sério. É até perturbador.

Não sei bem sobre o que escrever, para ser bem sincera. A intenção do meu blog, como já mencionei, não é fazer relatos detalhados do meu dia-a-dia. Se fosse assim, eu teria um monte de coisa para escrever, um monte mesmo. Mas ter um monte de gente lendo sobre mim me deixa desconfortável, então eu paro, respiro e reflito sobre tudo o que aconteceu.

Não sei se fui reprimida demais e é daí que vem a culpa. Ou se é culpa por ter culpa mesmo. Ok, não estou fazendo sentido e nem espero que alguém me entenda por completo nesse post. É reflexão sem rumo e sem noção, só para ver se aquela pontadinha de não-sei-o-quê muda de lugar ou some.

 E vai ver nem é culpa. É só a falta de ter uma cara-de-pau para todas as situações. Falta-me chegar com a cara limpa e dizer "bom dia" sem considerar todas as possibilidades, variantes e fatos do passado. Eu sou super sem jeito. Não tenho jeito para ter uma poker face. Invejo quem consegue passar por tudo com uma cara normal, entendem? Se eu pudesse me esconder em um buraco toda vez que precisasse... Haja buraco. 

Desculpa pelo despejo de verbo sem sentido. Sério. Acabou, juro. Próximo pauta da vida. Porque passando pautas a gente vai fingindo que não tem problema. Problema nenhum, imagina.


Semana passada, fiz minha primeira viagem sem meus pais. Foi bem mais tranquilo do que eu imaginei. Na semana em que viajei, meus pais estavam correndo atrás de mim no maior desespero dizendo "falta isso, falta aquilo, põe isso também" como se eu não soubesse nem arrumar minha mala (posha, eu sempre arrumei isso sem eles, na boa, mas obrigada). Aliás, sou uma diva da arrumação de malas. Faço até uma prancha de surf caber dentro da mala de pedirem, rs. Meu quarto, pelo contrário, é um caos na terra (acho que o de todo mundo é...)

No dia em que eu ia viajar, estava tão ansiosa que nem aguentava ficar parada por muito tempo. Sabe quando você senta em algum lugar e o tempo simplesmente não passa?  E pra variar, o ônibus (que era da faculdade) atrasou quase uma hora. Ok, era vintão para Paraty, vou nem reclamar. Só era ruim pra dormir, sou fresca e só durmo em cama. E na estrada era mais gelado do que imaginei, senti falta de um cobertor. E ficava com medo de dormir no ombro dos outros.

Cara, nunca achei que meu cabelo fosse ser algo tão incomum. Tipo, ok, é diferente, mas não achei que tanta gente ia me parar para falar sobre ele e etc. E que eu seria tão assediada. Meu senhor, como foram bizarros os quatro dias que passei lá. Mas fiz vários amigos nessa de virem falar comigo por causa do cabelo, claro (do Brasil inteiro!). E foi super divertido. Quero voltar pra lá... Agora. Ah, e eu vi a Riku! Pena que a gente acabou nem conversando direito, vi ela duas vezes bem rapidinho :c E conheci o amigo de infância da Roxas, achei super engraçado. Agora vou ficar achando que todo mundo em Brasília se conhece!

Valeu muito a pena. Muito mesmo.

PS: Blogger tá de palhaçada com os espaçamentos, desculpa x-x

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about the story in my dream

1.8.12

Bem, já que estou com um tempinho, por que não usar mais o blog? Se forem lá embaixo, em Archive, verão que tenho várias tags que pretendo utilizar. Fiz isso por dois motivos: 1) gosto de falar sobre muita coisa, meus interesses pessoais e etc. 2) pra me forçar a ter assunto, só de olhar para as tags. Escolhi desta vez a tag “stories” para comentar algo muito especial para mim.



Sou assumidamente uma devoradora de livros. Sou como uma traça, vou comendo os livros pelas bordinhas como se fosse aquele prato quente que a mãe faz com carinho no inverno. Sou meio lerda e sou apressada ao mesmo tempo. E como quase todos que sentem este imenso prazer pela leitura, gosto também de colocar minhas histórias para passear pelas páginas do Word (e quem sabe um dia, na mente de alguém que as ler). Sou a menina dos mil e um projetos inacabados. Por isso, decidir chamar este projeto de Project #1. Nada de compromissos com um real título, pelo menos por enquanto. É atualmente a história pela qual me apaixonei e tento transcrevê-la para o papel.


Tudo começa em uma casa conturbada, repleta de brigas, portas batendo e mágoas contidas. Neste cenário, Lucas decide que é hora de se libertar dos conflitos com o pai, soca seus pertences em uma mochila velha, saindo de casa levando sua força de vontade e violão. Mas este não é propriamente o início, como pensaria Lucas. A história de desenrola a partir do momento em que ele salva uma garota de uma tentativa de suicídio na linha do trem. Nana, somente Nana, como ela se apresenta, é uma garota tão única que não parece pertencer à realidade. Veste-se de maneira quase infantil, gosta de apresentações de balé (que nunca pode praticar por causa da saúde frágil) e contos-de-fada. Tão distintos quanto iguais, Lucas e Nana aprendem a lidar com seus medos e com a realidade enquanto compartilham suas histórias, acompanhadas com uma pitada de música e outra da mágica que a realidade precisa.

Seguem alguns (pequenos) trechos do que já tenho pronto abaixo.

“A luta fora mais breve e menos dolorida do que imaginei. Meus dedos tocaram a maçaneta mais fria do que de costume. Com a cautela de quem desarma uma bomba e não a pressa de quem foge de um lar conturbado, virei a maçaneta e me deparei com o mundo de fora. O vento gélido tentou me convencer a ficar, mas eu já havia travado esta luta milhões de vezes e a venci. Em poucos segundos, pisava na grama do jardim de encontro ao meu futuro. Era aquela finalmente a liberdade, não era?”

“E existem os momentos que nos entulham de vontades e saudades. Tentamos agarrá-los enquanto eles se esvaem na correnteza, ferimo-nos com nossas próprias unhas na ânsia de manter o passado conosco.”

Houve um tempo em que eu quase desisti de escrever esta história porque a Nana era complexa demais. Ela simplesmente surgiu em minha mente. É não é mera metáfora, Nana literalmente apareceu em um sonho meu e me deixou pra sempre intrigada. Com sua pele clarinha, seu cabelo cortado por ela mesma e suas sardas, segurando um livro de contos dos irmãos Grimm e conversando comigo na linha do trem.

Quando acordei, precisava dar vida para Nana no papel, porque não podia deixá-la morrer dentro de mim. Não a minha Nana.

PS: Adoraria ter uma máquina de escrever. E um conjunto de penas para escrever. Meus pais não entendem minha paixão por estas "velharias", droga.

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